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Diário da Raiza 2018 - A Copa do Mundo de Nove Mesto na Moravia


31 MAI, 2018     Gustavo Figueiredo    
     


Neste capítulo do Diário da Raiza, a brasileira Raiza Goulão conta com as próprias palavras como foi sua participação na terceira etapa da Copa do Mundo de XCO, prova realizada em Nove Mesto na Morávia em que a atleta passou na 41ª colocação.

Relato

Uma das pistas mais técnicas do circuito da Copa Do Mundo, NMNM chama atenção pelo grande público que acompanha a prova e incentiva todos os atletas. Após 4 anos competindo nesse percurso, consegui dessa vez encontrar um ótimo setup para a minha Mondraker FS e fluir muito bem na pista. O clima estava perfeito, ensolarado e quente, o que deixou a pista bem seca.

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   Matthew de Lorme / Armin M. Kustenbruck

A escolha de pneus foi o Mitas Scylla 2.2 para as duas rodas, com 16 psi na dianteira e 19 psi na traseira. Senti a bike com um ótimo grip nas curvas e um excelente controle, que garantiu um bom desempenho em todos os trechos, seja com pedras ou com muitas raízes.

O circuito pode ser resumido em 3 subidas longas e desgastantes, principalmente quando consideramos a fadiga acumulada a cada volta. Optei por correr com um coroa oval da Rotor, com 32 dentes. Não me incomodo em correr com o pedivela Rotor 2 InPower, apesar da pequena adição peso, já que os dados fornecidos pelo medidor de potência são fundamentais para o acompanhamento do meu treinador.

Após competir o Short Track na sexta feira, quando novamente não consegui me encaixar na prova, foquei minha cabeça para domingo na prova de XCO, que é a minha especialidade. Consegui fazer um ótimo trabalho junto com minha Psicóloga Carmen e meu coach Flávio Magtaz, o que me deixou bem conectada, focada e concentrada para a prova. No domingo pela manhã, sentia que teria um ótimo dia, estava bem e motivada para dar o meu máximo a cada volta, mas às vezes o corpo não responde e nos dá sinais de que precisa de descanso e recuperação.

Foto 68014
   Matthew de Lorme / Armin M. Kustenbruck

Acabou sendo uma corrida de sobrevivência, em que lutei para não desistir e conseguir completar, apesar das fortes dores na região lombar e da falta de potência nas pernas. Finalizei na 41° posição, longe do que esperava, mas a carreira de um atleta é feita de altos e baixos. Agora é o momento de parar e para pensar o que pode ser melhorado e iniciar o novo ciclo do ranking olímpico a todo vapor.

Agradeço a todo staff e companheiros de equipe, e parabenizo todos pelo ótimo trabalho e bons
resultados. Teremos agora 6 semanas para recuperar antes das próximas 2 etapas da copa do mundo. Devo fazer mais uma ou duas provas nesse intervalo, que servirão para avaliar a evolução do trabalho.

Andar com fé eu vou porque a fé não costuma falhar.


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