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Devemos colocar chips em atletas contra o doping, diz Presidente da Associação dos Olímpicos


11 OUT, 2017     Gustavo Figuereido    



Mike Miller, presidente da Associação Mundial de Olímpicos (WOA) afirmou que chips deveriam ser introduzidos no corpo dos atletas para monitorar de perto o uso de qualquer substância proibida. A ideia teria surgindo, segundo o jornal The Guardian, durante um fórum sobre integridade no esporte.

O atual sistema de monitoramento da WADA requer que o atleta declare onde estará todos os dias entre 5 da manhã e 11 da noite. Segundo Miller, o problema é que existe uma janela de tempo que permitiria o uso de substâncias proibidas.

"Precisamos de um sistema que diga que você está livre de substâncias proibidas o tempo inteiro e, se ocorrerem mudanças, elas serão detectadas", teria afirmado.

Como era de se esperar, a ideia imediatamente levanta dúvidas sobre a privacidade dos atletas, mas Miller não acredita que isso seja um problema.

"Algumas pessoas acham que não deveríamos fazer isso com pessoas. Bom, somos uma nação que ama cachorros e os chips não parecem fazer mal para eles. Então porque não estamos preparados para colocar chips em nós mesmos?", questionou. "O esporte é um clube e ninguém é obrigado a juntar-se a ele. Mas quem está dentro deve seguir as regras", complementou.

Nicole Sapstead, presidente da agência anti-doping do Reino Unido comentou o assunto, afirmando estar aberto a novas tecnologias que poderiam ajudar na luta contra o doping, mas que deve existir um equilíbrio entre o direito a privacidade e a busca por substâncias proibidas.


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