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Conheça a PRO - Parte 2 - Co-Creation, um processo que une engenheiros e atletas


7 DEZ, 2016     Gustavo Figueiredo    
     


No artigo anterior sobre as origens da PRO, você entendeu como a empresa surgiu e estruturou sua relação com a Shimano, fabricante japonesa líder de mercado em componentes e sistema de transmissão. Neste novo artigo, vamos explicar para você como funciona o processo de Co-Creation (Criação Conjunta), que coloca atletas e equipes profissionais diretamente na linha de frente do desenvolvimento dos componentes da marca.

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Para isso, conversamos com Christiano Grechi, gerente de produtos da PRO no Brasil e com Ben Hilsdon, porta-voz da marca na Europa.

O processo de Co-Creation

O processo básico começa com uma discussão entre engenheiros, desenvolvedores e atletas para traçar as características que um determinado produto deve ter. Então, protótipos são criados e compartilhados com os atletas.

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Lucas Borba, um dos pilotos de teste da Pro

Com os componentes sendo testados pelos profissionais, acontece uma troca de informações e coleta de dados, culminando em produtos cada vez mais refinados. Além disso, os dados ainda servem para criar avanços nos próximos desenvolvimentos.

Porém, para que este processo seja possível, a escolha dos atletas deve ser criteriosa. "A PRO trabalhara com atletas de elite na estrada, no MTB e no Triathlon ao redor do mundo. Múltiplas disciplinas, estilos diferentes de pilotagem e condições de clima e terreno diversas são variáveis perfeitas para desenvolver produtos", explica Hilsdon.

"Nós procuramos equipes que não queiram somente usar nossos produtos, mas tenham vontade de ajudar em seu desenvolvimento. Além disso, também procuramos equipes e atletas que estejam no topo", complementou.

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Componentes PRO em uma bike da equipe Sky

Na lista de colaboradores, figuram nomes como a equipe Sky de ciclismo de estrada e os irmãos Atherton no Downhill. Porém, como falamos acima, estas equipes e atletas competem e treinam em várias partes do mundo.

"Aqui no Brasil, Lucas Borba, atleta de Downhill da Equipe Audax/Shimano utiliza a linha Tharsys 9.8 no Downhill e componentes linha Tarsys Trail no Enduro. Esta segunda também é utilizada pelo veterano mountainbiker e locutor da ESPN, o paulista, Luciano Kdera, no enduro", comentou Grechi.

Diferentes categorias, diferentes demandas

Componentes de estrada devem ser leves, enquanto os de downhill precisam aguentar forças absurdas. Embora algumas coisas possam parecer obvias, nem tudo é tão simples assim. "Peças de estrada precisam ser leves, mas em caso de acidentes, ainda precisa suportar impactos em altíssima velocidade. Cada categoria requer características diferentes", diz Hilsdon.

Além disso, até novas tendências de cores e configurações dos componentes são levadas em consideração. "Atletas estão na linha de frente na busca por desempenho mas também acabam criando as tendência de estilo", explicou.

Colaboração com a Shimano

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A colaboração entre PRO e Shimano culminou em produtos capazes de aprimorar a integração entre ciclista, bicicleta e transmissão. "Nossos guidões favorecem a montagem para trocadores Shimano, por exemplo. A nova linha PRO Vibe para estrada e PRO Tharsis e Koryak de MTB possuem mesas e guidões com rotas internas para os cabos do Di2, levando-os diretamente para dentro do quadro e melhorando a aerodinâmica", explicou Ben Hilsdon.

Além disso, os canotes da marca ainda possuem um compartimento interno para armazenar a bateria dos grupos eletrônicos Shimano. "Nos conseguimos nos adaptar rapidamente aos lançamentos da Shimano", complementou.

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Do profissional para o amador

Mesmo que alguns ciclistas amadores façam um uso quase profissional da bicicleta, a verdade é que atletas costumam ter habilidades e formas físicas diferenciadas de um amador. Com o processo de Co-Creation, o conhecimento adquirido com as demandas elevadas dos profissionais são transferidas para as linhas amadoras de maior conforto e custo menos elevado.

Com isso, ciclistas de todas as categorias e níveis de habilidade podem contar com produtos testados por grandes atletas. Assim, mesmo que você não vá disputar o Tour de France ou uma etapa da Copa do Mundo de Downhill, ainda é possível contar com as vantagens técnicas do processo de Co-Creation utilizado pela PRO.

Na próxima matéria, a 3ª e última desta séria, você vai conhecer alguns itens da PRO aos quais nossa redação teve acesso. Até lá!



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