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Com pódio histórico e segunda colocação no ranking da UCI, Avancini promete passos ainda maiores

Ciclista de Petrópolis conquista pódio histórico e sobe para segundo no ranking da UCI


10 JUL, 2018     Gustavo Figuereido     4    



O domingo, dia 8 de julho, foi histórico para o ciclismo brasileiro. Com a quarta colocação conquistada na etapa italiana da Copa do Mundo UCI de MTB, em Val di Sole, o petropolitano Henrique Avancini (Cannondale Factory Racing) tornou-se o primeiroatleta do cross country olímpico do mountain bike do Brasil a subir no pódio da competição internacional na elite masculina - de quebra, o brasileiro agora é número 2 no ranking da UCI.

O título do cross country olímpico (XCO) ficou mais uma vez com o suíço Nino Schurter, vencedor da prova em 2017, seguido de Gerhard Kerschbaumer (ITA) e Mathieu Van Der Poel (HOL). O top 5 foi completado por Florian Vogel (SUI).

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   Michele Mondini / Divulgação

"Obviamente estou bastante feliz de finalmente ter concretizado esse pódio na Copa do Mundo de MTB. Era algo que estava bem próximo e era uma questão de tempo. Estou contente, porque meu objetivo maior antes do ano começar era ser consistente e tenho sido, durante todo o primeiro semestre e agora na reta final da temporada também. E, eventualmente, estar encaixando resultados mais expressivos é muito bom", destacou Avancini.

"A meta primordial era ter um bom balanço durante esse ano e, se você olhar outros atletas, fica nítido como é difícil manter-se consistente andando na frente e eu venho fazendo isso com alguma regularidade. É o que eu preciso agora. Aprender cada vez mais a disputar na frente, que é uma corrida diferente. Mas, no futuro, tentarei galgar passos maiores. Estou realmente feliz com esse resultado e sei que a temporada ainda está bem longe de terminar", complementou Avancini.

Segundo no ranking da UCI

A etapa de Val di Sole da Copa do Mundo de MTB começou bem para Henrique Avancini na sexta-feira (6), dia em que foi disputada a prova do short track (XCC). Na prova de pista reduzida, Avancini garantiu o top 10 ao terminar na oitava colocação, sua melhor classificação até então no formato, que teve início na Copa do Mundo de Albstadt (ALE) e voltou a ser realizado em Nove Mesto Na Morávia (CZE).

Enquanto no XCC alemão o brasileiro foi o 11º colocado, na disputa tcheca ele concluiu em 14º lugar, garantindo assim os pontos para tornar-se segundo colocado no ranking da UCI somando 1546 pontos contra 2170 do líder, o suíço Nino Schurter.

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   Michele Mondini / Divulgação

"Talvez eu não seja naturalmente bom como esses nomes nessa lista. Mas meu nome está nessa lista por entender que Deus nos dá sempre a chance de melhorar. A cada dificuldade, a cada frustração, a cada vitória, a cada crítica, a cada êxito, a cada felicidade, a cada elogio, a cada queda...Sempre há uma ESCOLHA, entre aceitar e se acomodar ou aprender e tentar crescer", afirmou o brasileiro em sua conta do Instagram.

A competição ainda contou com a presença de Luiz Cocuzzi (Lar / Scott), que largou bem mas acabou abandonando a prova de XCO na sexta e penúltima volta. No feminino, Raiza Goulão teve um fim de semana difícil. A atleta levou um tombo feio na quinta-feira e machucou o joelho. Depois de não correr o short track na sexta feira e largar no fundo do pelotão, a ciclista fechou sua participação na 48° colocação. Jaqueline Mourão, voltando a competir depois de 10 anos, ficou em 51°.


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Comentários

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    Os atletas nacionais não podem se dar ao luxo de disputar apenas a Word Cup e principais provas nacionais como os Europeus. Pois dependem muito mais de patrocínio do que eles para poderem ir até ao exterior competir. Ou vão tirar do próprio bolso.
    Sobre aposentadoria, lá surgem atletas de alto nível ou que podem ganhar uma prova todo o tempo. Mas para ganhar mesmo o primeiro lugar são poucos, mesmo na Suiça ou França que são as maiores potencias não passam de 5 atletas diferentes em cada país que já subiu o degrau mais alto.

    2 mes(es) atrás - Denunciar


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    Fabio    São Paulo - SP

    Fabio    São Paulo - SP

    Mas se ele vencer depois que o Schurter se aposentar, vai ser por causa disso mesmo. No mais, mesmo que eu seja jogador de baralho e nem saiba pedalar, isso não muda o que eu disse. Ele pode correr em todas as provas e acumular mais pontos que todos, mas num confronto direto não vence, infelizmente. Mas nem tudo está perdido, pois mesmo com Absalon aposentado, temos novos nomes surgindo, mesmo que infelizmente não do Brasil. Imagine um jogador da NBA que nunca arremessou e nunca jogou. Aí o técnico o coloca em quadra pela 1ª vez e ele sofre uma falta quando vai arremessar. Aí ele converte os 2 lances livres, o técnico o tira de quadra e ele se aposenta. Para o resto da vida quando alguém olhar as estatísticas e tabelas verá que ele é o jogador que converteu 100% dos lances livres que arremessou. Isso o torna o melhor jogador do mundo em lance livre? Por fim, olha na largada a cara do Nino pro Mathieu, é nítido que ele vê nele um rival e não em outros.
    2 mes(es) atrás - Denunciar


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    Jorge Ferreira   

    Jorge Ferreira   

    Sai do teclado do computador e vai competir Fabio. Só faz críticas, num esporte que não tem visibilidade alguma no país a não ser para quem pratica. Na verdade vc não quer ver ele vencer. Pois até se ele vencer vc virá aqui e dirá que só venceu porque alguém abandonou, caiu, aposentou.
    2 mes(es) atrás - Denunciar


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    Fabio    São Paulo - SP

    Fabio    São Paulo - SP

    Ele participa de muitas provas e pode ser tornar o número 1. Mas queria mesmo é que vencesse na World Cup, pois mesmo sendo número 1 ou 2, vencer na World Cup é mais difícil.
    2 mes(es) atrás - Denunciar




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