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Ciclista é flagrada com motor na bike em mundial de Cyclo-cross


30 JAN, 2016     Gustavo Figueiredo    
     


O que era apenas uma suspeita acaba de se transformar em uma (triste) realidade: o doping mecânico existe. O caso aconteceu durante a disputa do campeonato mundial de Cyclo-Cross na categoria SUB-23 em Heusden-Zolder, na Bélgica. Femke Van den Driessche teve sua bike investigada ainda durante a prova por fiscais da UCI, que detectaram a fraude.

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Femke Van den Driessche. Foto: Cor Vos


"Nossos auditores fizeram uma checagem nos pits e perceberam a fraude mecânica", disse Peter Van den Abeele, coordenador da UCI. "Depois da primeira volta, percebemos uma espécia de aparelho eletrônico na bike, que foi imediatamente selada e levada para investigação", continuou.

"Quando o selim foi retirado com seu tubo, encontramos cabos elétricos foram. Quando tentamos tirar a pedivela, algo que é bastante fácil, ela não saiu porque estava presa à um motor", finalizou.

De acordo com o regulamento 12.1.013 da UCI, se ficar provado que a fraude aconteceu, ela pode ser banida por seis meses e pagar uma multa de um milhão de Francos Suíços, mas ainda não está claro como a federação Belga poderá ser punida.

Todavia, Van den Driessche, pai da atleta, afirma que a bicicleta não era da filha. "Não é a bike de Femke. Ela estava nos pits mas pertence a alguém próximo à ela. Alguém que treina com ela. Nunca foi intenção dela correr com essa bicicleta. Ela certamente não usou esta bike na corrida e estamos profundamente afetados por esta situação", completou. Femke Van den Driessche, que já foi campeã europeia e belga em sua categoria, foi vista chorando depois da prova.


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