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Chácara Bike Park e a arte de construir boas trilhas

Conheça o trabalho do trail builder Léo Mattioli

Release de imprensa
Seja em locais como o Chácara Bike Park ou em espaços abertos ao público, o trail building, prática de construir trilhas específicas para bicicletas, é uma cultura que não para de crescer no Brasil. Com isso, o mountain biking nacional vem passando por uma verdadeira transformação.

Léo Mattioli no Chácara Bike Park
Léo Mattioli no Chácara Bike Park    Bruno Sebastião


Até mesmo por isso, apesar de as modalidades de cross-country e desempenho físico ainda prevalecerem, a cada dia vemos mais pessoas focadas apenas em se divertir com a bike. Exatamente o espírito do esporte que nasceu na Califórnia nos anos 1970, com um bando de malucos descendo estradas de terra em alta velocidade.

No epicentro desta transformação, encontramos nomes como Léo Mattioli (na foto acima) e tantos outros construtores de trilha que, muitas vezes, estão por trás daquela descida perfeita, com um flow incrível, que todos nós adoramos curtir no fim de semana.

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Atualmente, Léo e Felipe Bicalho (na foto abaixo), que compõem a Mattioli Engenharia de Pistas, são os principais “cavadores” do Chácara, um Bike Park com diversas opções de trilha que fica dentro do Hotel Fazenda da Chácara. Localizado em Santana dos Montes, Minas Gerais, o parque aposta em pistas de alto nível, com opções para pilotos experientes, intermediários e para os mais novatos.
Felipe Bicalho
Felipe Bicalho


Além de ser uma ótima opção para quem quer passar alguns dias com a família, o Hotel Fazenda da Chácara também oferece a opção de Day Use completo, com direito a café da manhã, almoço, trilhas, pump-track e toda a estrutura do hotel, como a piscina e as quadras, e também a opção de day use apenas para o Bike Park e o pump-track, excelentes opções para quem não quer se hospedar.

Confira mais detalhes do Chácara Bike Park no Instagram.

A necessidade é a mãe do trail-building

Quem nunca construiu uma rampa de madeira na infância para saltar de bicicleta? Se você já fez isso, não é difícil entender o sentimento que motivou Léo Mattioli a começar a construir trilhas, ainda na infância.

“Minha jornada na construção de trilhas teve início por uma necessidade de encontrar lugares para pedalar em Belo Horizonte. Desde jovem, sempre fiz parte de um grupo incrível, composto por pessoas como eu, Chico, Freitinhas e o Carioca. Nosso vínculo começou lá em 2003, quando conheci essas pessoas. Antes disso, a ideia de construir pistas já tinha surgido em casa, onde eu e meus três primos éramos ávidos ciclistas. A bicicleta sempre foi nossa paixão e principal fonte de esporte, lazer e aventura. Minha mãe costumava me levar para competições de bicicross, e quando não estávamos competindo, passávamos o tempo construindo rampas de madeira em casa. Eram os primórdios, rampas caseiras e divertidas”, contou Léo.

Trilhas do Chácara Bike Park
Trilhas do Chácara Bike Park    Pedro Cury


Depois de migrar para o MTB, a dificuldade de encontrar boas trilhas ficou evidente, e essa foi a mola propulsora deste trabalho que se estende até os dias de hoje.

“Comecei com o dirt e, gradualmente, explorei o freeride, downhill e outras modalidades. Essas experiências enriqueceram muito meu repertório, tornando possível participar em diversas atividades, seja em viagens de downhill, dirt ou em atividades gerais relacionadas ao mundo da bicicleta”, complementou.

Com toda essa experiência, Léo é responsável pela construção de trilhas que, hoje, já fazem parte do imaginário de quem visita o Chácara Bike Park. Na Cabeça de Gelo, por exemplo, quem está começando a dar os primeiros saltos vai encontrar uma verdadeira escola. Por ser feita em uma área aberta, inclusive, ela é ideal para quem vai acompanhado de um instrutor.

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Já para quem está no nível intermediário, o Chácara oferece a trilha da Onça, primeira pista do parque e uma das primeiras e mais bem feitas jump-lines do Brasil. Para quem busca saltos mais avançados e gosta de usar a criatividade, o parque ainda oferece a trilha da Via-Láctea e um espaço para dirt-jump realmente desafiador.

Respeito pela comunidade e pelos moradores do local

“Todo o convívio em comunidade exige respeito e no trail building não é diferente. Então, se você não ajudou a cavar para construir aquela pista, trate ela com respeito: evite subir nas rampas e parar, já que isso vai danificar o obstáculo, por exemplo”, explicou Léo.

Respeito pela comunidade
Respeito pela comunidade


“Outra coisa muito importante é sempre ter autorização do dono do terreno antes de construir. Quando comecei, na adolescência, a gente já fazia rampas em terrenos baldios e, do dia para a noite, o dono vinha com a máquina para destruir tudo. Então, ter autorização do dono da terra é fundamental. Além disso, temos que tomar cuidado se a área for de preservação ambiental, já que o trabalho pode ser qualificado como crime ambiental”, complementou.

“Por isso, se estiver pensando em construir em uma área pública, procure a prefeitura e entre com projeto, para evitar problemas com fiscalização de meio ambiente, já que isso pode gerar um problema muito sério e desnecessário”, afirmou o trail builder.

O papel do Bike Park

Com certeza, o melhor lugar para encontrar diversas trilhas de alta qualidade reunidas são os bons bike parks. No caso do Chácara, um dos pioneiros na construção de trilhas, a diversidade de percurso significa que ciclistas de vários níveis podem aproveitar o local.

Manutenção de trilhas
Manutenção de trilhas


“Acho que os Bike Parks, no geral, têm um papel muito importante de difundir a cultura da bike. No fim, o Bike Park é um espaço todo projetado para receber ciclistas e orientar a galera no seu pedal, então isso aí é bastante atrativo, tanto para quem já tem conhecimento maior na bike quanto para quem é iniciante e quer em um espaço para troca de ideias e troca de experiências. Acho muito positivo para o esporte”, afirmou o trail builder, destacando ainda os detalhes de um percurso de qualidade:

“O segredo de boa trilha são os obstáculos graduais, para que você não tenha nenhum tipo de surpresa no meio do caminho. Às vezes, você vem numa sessão de rampas de tamanho médio, do nada tem uma rampa pequena ou uma rampa muito grande, eu acho que todas essas surpresas têm que ser bem identificadas e também evitadas para não colocar a pessoa que está andando ali num risco desnecessário”, complementou.

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Além disso, Léo também destaca a importância de tomar cuidado com o fluxo da água da chuva, para evitar erosões, e também com a comunidade local, principalmente quando falamos em trilhas abertas, onde a construção é mais limitada.

Nos Bike Parks, onde este tipo de dificuldade é bem menor, as chances de construir novas trilhas são sempre maiores, sendo este o caso do Chácara Bike Park que, temporada após temporada, sempre apresenta novos percursos para seus visitantes.
Pista de durt jump
Pista de durt jump


“Para o Chácara, o Thiagão, proprietário do parque, tem vontade de fazer uma pista de dual slalom. Temos também o projeto de ampliar um pouco mais os saltos de Dirt Jump que já existem e também criar alguns circuitos internos de XCO, com subidas dentro da mata e tudo mais, para atender ainda melhor esta modalidade”, finalizou o construtor.

Para acompanhar as últimas novidades, acompanhe o Chácara Bike Park no Instagram. Para promoções e informações, entre em contato com a equipe de atendimento do Hotel Fazenda da Chácara pelo WhatsApp.

Hotel Fazenda da Chácara

Endereço: Estrada de Santana dos Montes s/n - Zona Rural, Santana dos Montes - MG, 36430-000
Telefone: 32 99864-0464 (fixo) - 31 9 9609-4998 (WhatsApp)
Horário Bike Park: Quarta a Sábado de 7:00 às 18:00 - Domingo: 7:00 as 16:00
Day Use Completo: R$ 230,00 (Adulto) - R$ 150,00 (Criança de 6 a 12 anos)
Day Use Só Bike: R$ 85,00


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