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Caso do ''pacote misterioso'' termina sem punição para Wiggins e Sky


15 NOV, 2017     Gustavo Figueiredo    
     


Há cerca de um ano, a UKAD (Agência anti-doping do Reino Unido) iniciou uma investigação sobre um pacote de medicamentos entregue para a Sky durante o Critérium du Dauphiné 2011. A suspeita é que ele continha Triancinolona Acetonida, um corticoide utilizado como substância dopante por alguns atletas - a prova foi vencida por Bradley Wiggins.

Esta semana, a entidade encerrou a investigação e nenhum dos envolvidos será punido por falta de provas conclusivas.

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O caso do pacote

Durante as investigações, a UKAD falou com 37 pessoas ligadas a Sky e a Federação Britânica de Ciclismo, avaliando uma grande quantidade de documentos.

A Sky posicionou-se oficialmente há alguns meses, afirmando que tratava-se apenas de Fluimucil, um simples descongestionante. Porém, o Dr. Freeman não possui registros médicos do caso.

A investigação descobriu que, em algum momento do Critérium du Dauphiné, Richard Freeman, médico da equipe, pediu que um pacote com medicamentos fosse enviado para a França. O diretor técnico Shane Sutton incumbiu o treinador Simon Cope da entrega. Cope então teria saído da Inglaterra para levar o pacote até a França.

Questionado, Wiggins afirmou lembrar-se de ter tomado Fluimucil no dia 12 de Junho, antes da etapa final da prova - o ciclista afirmou não saber nada sobre o pacote, nem que o medicamento estava dentro dele. Com isso, a UKAD afirmou ser impossível determinar o conteúdo do pacote, tornando inviável qualquer tipo de punição.

Todavia, a Sky não explicou porque um medicamento tão comum foi enviado da sede conjunta da Sky e da Federação Britânica de Ciclismo em Manchester, na Inglaterra e não comprada em uma farmácia local na França.



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