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Bronze na Red Bull Trans na Rússia, ultraciclista faz vaquinha para Race Across America

Marcelo Florentino Soares, o Mixirica, se prepara para a prova que começa no dia 11 de junho. Competição tem mais de 5 mil km


2 FEV, 2019          4    



Depois de atravessar a Rússia três vezes conquistando a medalha de bronze na Red Bull Trans Siberian Extreme, o paulista Marcelo Florentino Soares, o Mixirica, se prepara para mais uma ultramaratona de ciclismo. Desta vez o objetivo é cruzar os Estados Unidos de oeste a leste em um percurso de quase 5 mil quilômetros na disputa da Race Across America (RAAM). Para realizar o sonho, o atleta está fazendo uma vaquinha virtual, que pode ser acessada aqui.

Conhecida como uma das provas de ultraciclismo mais duras do planeta, terá largada no dia 11 de junho na Califórnia município de Oceanside, com chegada em Annapolis, estado de Maryland, cruzando 12 estados americanos. O recorde da categoria solo é de 7 dias, 15 horas e 56 minutos e foi batido pelo austríaco Cristoph Strasser, em 2014. Na RAAM todos os atletas necessitam de uma equipe de apoio, que, além de fazerem a navegação e traçar toda a estratégia da corrida, ainda ficam responsáveis pela alimentação, manutenção da bike e demais cuidados com o atleta.

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Comemoração de mais um bronze na Red Bull Trans Siberian    (Foto: Redbull Content Pool)

“Essa é uma prova que eu sempre quis participar. No início queria ir com uma equipe, mas as coisas foram evoluindo e acabei virando ciclista solo. Mas não é por que eu já participei de provas mais longas que esta vai ser fácil, pelo contrário. Na Rússia, por exemplo, eram várias etapas, sendo a mais dura com 1368 km de distância e 12 mil metros de altimetria acumulada. Agora nos EUA vai ser uma etapa só com 5 mil km”, disse o atleta.

Os treinos para a Race Across America são intensos. Mixirica pedala cerca de 200 km por dia pelas ruas e ciclovias de São Paulo e, em paralelo, faz treinos físicos específicos para a bike, além de participar de competições de speed e de MTB. Para ajudá-lo na preparação, ele conta com uma equipe formada por nutricionista, preparador físico, massoterapeuta, mecânico, fotógrafo e assessoria de imprensa, que deverão estar com ele nos EUA.

“A maior dificuldade em uma prova como essa é a falta de sono, tanto para o atleta, que chega a pedalar 20 horas por dia, quanto para o staff, que tem que estar ligado o tempo todo. O ciclista não faz nada sem o staff, que cuida desde a navegação, hidratação, proteção, alimentação até a motivação, já que após quatro ou cinco dias ele mal consegue raciocinar”, disse Mario Sanchez, preparador físico. “O Mixirica é fora do normal. Criou uma adaptação de vida diferente de atletas profissionais. Se você o chamar para um pedal de mil quilômetros sem apoio ele topa na hora. Por isso acredito que ele consiga quebrar o recorde da prova, mas nos 12 dias possíveis de pedal muita coisa pode acontecer”, concluiu ele, que irá para a sua oitava RAAM como chefe de equipe.

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Atleta busca completar mais uma Ultramaratona     (Foto: Redbull Content Pool)

Além da longa distância, a corrida tem outros grandes desafios, começando no segundo ou terceiro dia, com temperaturas que podem chegar aos 50 graus no deserto. Em seguida vem a subida das montanhas do Colorado, que chegam a 3.000 metros de altitude. Depois disso o relevo melhora, mas o vilão passa a ser o vento contra. E para terminar o ciclista ainda tem que encarar os Montes Apalaches, uma cadeia de montanha muito íngreme.

Pedal de 12h em Cabreúva

Como parte da preparação para a RAAM, Mixirica vai pedalar por 12h consecutivas na região de Cabreúva, no próximo dia 16 de fevereiro. Será possível acompanhá-lo em três percursos diferentes, com 40 km, 45 km e 50 km, saindo sempre do Empório Uai. O pedal terá carro de apoio com mecânico e água. As saídas são às 7h, 9h e 11h. O custo de R$ 50,00 por pessoa.

Sobre o Mixirica

O amor pela bicicleta vem desde pequeno, quando Mixirica fugia de casa para ir andar no Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista. Aos 13 anos desceu a serra do Mar com destino à Santos e viu que o esporte poderia mudar a sua vida. De lá para cá as aventuras ficaram mais longas e tinham como destino outros estados como Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em 2015 bateu o recorde de travessia entre o Monte Caburaí e o Chuí. Foram 10.332 quilômetros percorridos em 57 dias, 22 dias a menos que o antigo recorde. Desta travessia veio o convite para o seleto grupo de ultraciclistas que disputariam a Red Bull Trans Siberian Extreme em 2016. Ele participaria ainda mais duas vezes da competição russa, conquistando o bronze nas três edições. De origem humilde, chegou a catar latinhas e trabalhar na ciclofaixa para seguir pedalando. Para participar das competições contou sempre com o apoio dos amigos, seja para comprar passagem, com uma bicicleta emprestada ou com os gastos da viagem.

Para a RAAM, Mixirica também conta com o patrocínio da Velo 48, Shimano e HiBike App, e apoio da Nutrifactory, Tannus, Elite Top Team, Uvex, Uai, Kaa7 Seguros, Blue Cycle e La Maglia.


Comentários

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    Ivandro Moroni    

    Ivandro Moroni    

    Tem que ser bruto pra suportar tudo isso . Aqui vai minha admiração !
    17 dias atrás - Denunciar


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    LUIZ MARIA ROVETTA   

    LUIZ MARIA ROVETTA   

    Sucessos e que você consiga através da vaquinha concluir seu objetivo!
    17 dias atrás - Denunciar


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    aninha   

    aninha   

    esse cara é um exemplo, merece todo sucesso!
    17 dias atrás - Denunciar


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    Roberto   

    Roberto   

    Parabéns pelo esforço e pelas conquistas e boa sorte nessa jornada.

    18 dias atrás - Denunciar




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