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Brasil Ride - Conheça os ciclistas que participaram de todas as edições durante os 10 anos de prova

Três brasileiros e dois europeus estão entre os atletas que competiram nas nove temporadas da ultramaratona


12 SET, 2019         
     


Pelo décimo ano consecutivo, a Bahia viverá dias de adrenalina, com a realização da Brasil Ride, entre os dias 20 e 26 de outubro. Pelo quarto ano seguido, o Extremo Sul da Bahia será o palco do evento, com sedes em Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro, e na Vila Brasil Ride, em Guaratinga.

Durante sete dias, eles têm pela frente cerca de 600 km e quase 11.000 m de altimetria acumulada, entre trilhas e estradas de terra que ligam Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro, à Vila Brasil Ride, construída anualmente em Guaratinga e para cinco ciclistas, o evento terá um gosto ainda mais especial.

A mineira Raquel Gontijo, a alemã Ivonne Kraft, o suíço Lukas Kaufmann, o paulistano Gustavo Astolphi e o brasiliense Weimar Pettengill têm em comum o fato de terem competido nas nove edições do evento. Eles estiveram na Chapada Diamantina em 2010, ano de estreia da prova, e seguiram disputando anualmente a ultramaratona. Faça calor ou frio, sol ou chuva, o quinteto sempre esteve competindo na Brasil Ride.

O início nas provas por etapa

Raquel Gontijo conheceu Mario Roma, o fundador da prova, em uma competição na América do Sul e logo começou a disputar a Brasil Ride e descobrindo assim que o seu lugar eram nos desafios do endurance no mountain bike. "A história da Brasil Ride coincide com a minha como atleta de mountain bike.

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   Sportograf / Brasil Ride

Conheci o Mario na minha primeira ultramaratona, há mais de dez anos, no Chile, e foi quando ele me contou a ideia dele de fazer a prova. Eu ainda não tinha muita noção do que era uma ultra e foi a partir da edição de 2010, o maior de todos os desafios, porque foram dias com 24 horas de chuva, é que me identifiquei com essa modalidade, de endurance e provas de longas distâncias", conta Raquel Gontijo.

Tirando férias do trabalho

Já a alemã Ivonne Krafttem na Brasil Ride o seu momento de férias no ano, quando pode viajar para a Bahia e desfrutar de dias inesquecíveis em cima da bike. Para ela, esse é o ponto chave. "O Brasil Ride é como uma semana de recuperação em cima da bicicleta para mim. Faço o que realmente gosto, pedalar com minha dupla, ou seja, lá você nunca está sozinha. Durante o período no Brasil, não tenho que me preocupar com a ligações telefônicas a cada segundo, como é durante o trabalho", destaca Ivonne.

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   Pedro Cury / Divulgação

"Lá posso andar de bicicleta por diversão, com muitos outros ciclistas e vários amigos por perto, seguindo o mesmo caminho. Você não pensa nas obrigações do dia a dia, apenas em pedalar e divirtir-se em cima da sua bike. O mundo do trabalho na Alemanha é cinza. Sem rir, sem brincar. No Brasil, muitas pessoas estão cheias de amor e compartilham esse sentimento bom que elas têm, sou muito grata por ter tantos amigos brasileiros", finaliza a alemã.

Chamado especial nas férias

Suíço radicado em Belo Horizonte (MG) e hoje naturalizado brasileiro, Lukas Kaufmann recebeu o convite para o evento há algumas semanas de sua estreia. No entanto, não pensou duas vezes e aceitou na hora participar da prova.

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Lukas no pódio da última etapa da Brasil Ride 2018   Fabio Piva / Brasil Ride

Não só pela curiosidade, mas também porque nunca havia competindo em corridas por etapas. "A Brasil Ride foi o gatilho para crescer o mountain bike no Brasil. Foi o início do crescimento do esporte aqui e o País é agora um dos que mais tem provas contando pontos internacionais. Não é à toa que a Brasil Ride é um dos maiores eventos do mundo, com várias etapas na temporada", avalia Kaufmann.

As recordações da estreia


Vários momentos estão presentes na memória de Gustavo Astolphi, ou simplesmente Guto. Em 2010, sua loja foi parceira da Shimano no Suporte Neutro do evento, marca que até hoje patrocina a Brasil Ride.

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   Wladimir Togumi / Brasil Ride

Dez temporadas depois, ele lembra os mínimos detalhes de como foi a edição de estreia. "Lembro da Shimano com os Blue Angels, trabalhando em parceria com a minha loja, a Pedal Urbano. Vendemos 600 pares de pastilha e até pedimos para o Roberto Boldrin, o Alemão, que trabalhava na Shimano, vir de São Paulo com mais pastilhas que racionávamos entre as duplas entregando uma pastilha para cada atleta, senão, ninguém teria freio. Isso revisando bicicletas até as 4 ou 5 horas da manhã", conta Guto.

"Me recordo de cruzar a linha de chegada no último dia, em 2010, aliviado e chorar igual criança que havia acabado a prova mais difícil da vida. Algo não me parecia normal. Eu não era mais eu mesmo. E isso eu vi nos anos seguintes." relembra o paulistano.

Convite despretensioso em uma entrevista

O jornalista Weimar Pettengill conheceu Mario Roma quando fazia uma entrevista com o fundador da Brasil Ride na Rádio CBN, de Brasília, na época da Copa 100k de Ciclismo. Durante o bate-papo, Roma fez o convite para que Weimar disputasse a competição inédita. Meses depois, o que para ele era apenas ideia passageira virou uma convocação. "Recebi um telefonema de alguém da organização pedindo que eu confirmasse minha dupla, faltando cerca de um mês para a Brasil Ride.

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   Divulgação

Eu perguntei como seria a competição e a pessoa me informou que eram 600 km no total. Não imaginava que aquilo fosse verdade, mas a lábia de quem me telefonou era tão boa, que logo desliguei o telefone e procurei um parceiro", recorda Weimar.

As inscrições para a prova ainda estão abertas através do site oficial da Brasil Ride, onde estão disponíveis todas as informações sobre a competição.


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