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Avermaet diz que ciclistas de ponta não usarão discos tão cedo


21 DEZ, 2015     Gustavo Figueiredo    
     


Desde que a UCI liberou freios a disco para os profissionais, as opiniões dentro do pelotão mostram-se bastante divididas. Recentemente, Fabian Cancellara anunciou que não usará o sistema em seu último ano de carreira. Além disso, a Associação dos ciclistas teme que o equipamento possa causar acidentes.

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Greg Van Avermaet vence a etapa 13 do Tour de France 2015


Agora, Greg Van Avermaet (BMC), um dos ciclistas de maior destaque quando o assunto são as Clássicas (provas de um dia realizadas durante a Primavera da Europa), afirmou que ainda é cedo para abandonar as tradicionais ferraduras. "Não quero usar (discos), para ser bem claro. Acho que é muito cedo e ainda não está perfeito para o nosso nível de competição, o que pode acontecer em alguns anos quando todos estiverem usando", disse o atleta em entrevista a Cyclingnews.

Para Avermaet, provas de um dia já tem muitas variáveis e adicionar um equipamento novo só traria mais uma. O maior problema seria a complicação na hora de trocar rodas em caso de pneus furados. "Se você quer vencer Flanders ou Roubaix, é muito arriscado correr com freios a disco. Acho que os ciclistas de ponta não usarão freios a disco nas Clássicas", continuou o belga.

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Rodas compatíveis possibilitam pegar uma roda 'emprestada de um companheiro. Foto: PdV/PN/Cor Vos © 2014


Com estas motivos para rejeitar os freios a disco, Avermaet afirma que a tecnologia deve evoluir para ser adotada pelo pelotão profissional. "Existe muita evolução acontecendo e, se o freio a disco vier, não será como é agora. Acho importante que eles sejam mais leves, menores e com trocas de roda mais fáceis. Talvez assim eles sejam uma boa opção, mas teremos que ver se vai funcionar ou não.

O atleta não deixa de ter razão em suas afirmações. Afinal, na Paris Roubaix por exemplo, perder contato com o grupo da ponta na hora errada significa jogar fora qualquer chance de vitória, já que uma recuperação é praticamente impossível. O fato da competição passar por trechos de paralelepípedo bastante acidentados tornam furos relativamente frequentes, e ter o máximo de agilidade de troca nesta situação é fundamental. Se o capitão da equipe precisar pegar uma roda emprestada de um gregário e ele estiver com outro sistema, a troca será impossível. O mesmo vale para motos de apoio neutro, que podem não ter uma roda com disco disponível em todos os momentos da competição.


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