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Atletas alemães podem ser presos com nova lei anti-doping


5 JAN, 2016     Gustavo Figueiredo    
     


Ciclistas e outros esportistas da Alemanha que testarem positivo para substâncias proibidas podem pegar até três anos de cadeia se uma nova lei anti-doping for aprovada naquele país. "Estou convencido que combater o doping esportivo e a estrutura por trás dele será muito mais efetivo com a nova lei", disse em entrevista Thomas de Maiziere, ministro do interior da Alemanha. "É um compromisso alemão com o esporte limpo e justo", completou.

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PAra Kittel, prisão é eficiente contra o doping


Ainda é cedo para dizer como os atletas vão reagir a nova lei, mas no que depender do sprinter Marcel Kittel, punir com prisão é uma forma muito eficiente de inibir possíveis casos de doping e proteger atletas limpos. "Com a lei, podem ir atrás de atletas ou médicos que tenham alguma a ver com doping. Aí, se descobrirem alguma coisa, que coloque eles na cadeia ou que sejam banidos do esporte. Acho que este é o caminho certo", disse o alemão.

O atleta ainda afirmou que não se trata apenas do doping, mas sim de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e evasão fiscal, como ficou demonstrado em uma recente investigação da polícia italiana chamada Operação Padova.

Com a nova lei, além de penas mais pesadas, com até 3 anos de suspensão e até prisão para atletas, médicos, dirigentes e fornecedores podem pegar ficar até 10 anos atrás das grades. Todavia, a WADA (Agência Mundial Anti-Doping), já colocou-se contra a criminalização do doping para atletas em outras ocasiões. Para a entidade, penas mais duras como 4 anos de banimento são suficientes para mitigar o problema, e apenas os fornecedores devem sofrer um julgamento criminal.

Na Alemanha, os diversos escândalos envolvendo atletas de ponta como Jan Ulrich, que teve seu nome envolvido na Operacion Porto e depois admitiu ter se dopado durante toda a carreira foram responsáveis por um "boicote" da mídia ao ciclismo, que passou a ter participação mínima na grade de transmissão. Mesmo com o recente renascimento do ciclismo alemão, que ganhou popularidade graças ao brilho de estrelas como Kittel, Greipel, Tony Martin e Degenkolb, o caso que aconteceu em 2006 gera reflexos negativos até hoje.





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