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Associação de ciclistas pede suspensão dos testes com freios a disco no pelotão


14 FEV, 2017     Gustavo Figueiredo    
     


A aparentemente eterna novela do uso de freios a disco por atletas do pelotão profissional acaba de ganhar um novo episódio. Por meio de uma carta, a Associação dos Ciclistas Profissionais (CPA - Cyclistes Professionels Associés), pediu no último domingo (12) que a UCI suspenda novamente os testes com o equipamento - ao menos até que todos os atletas possam adotar os discos.

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A carta assinada pelo ex-ciclista Gianni Bugno, presidente da CPA, levanta preocupações sobre a mistura de discos e ferraduras no pelotão, o que poderia causar acidentes graças as diferentes distâncias de frenagem existente entre os dois sistemas.

Além disso, o documento ainda critica Brian Cookson, atual presidente da UCI, por não escutar a opinião dos atletas. Segundo ela, cerca de 600 ciclistas seriam contra a reintrodução do equipamento pela entidade máxima do ciclismo.

Recentemente, o belga Tom Boonen venceu, pela primeira vez na história, uma competição utilizando o equipamento. Atualmente, os disco utilizam bordas arredondadas, mas a CPA insiste que, além disso, capas de proteção deveriam ser adicionadas para evitar cortes e queimaduras.

Para a Associação dos Ciclistas Profissionais, os testes deveriam ser feitos apenas em algumas provas, nas quais todos os ciclistas utilizariam o equipamento - um objetivo bem complexo, já que muitas equipes simplesmente não possuem bikes com discos disponíveis, principalmente aquelas que utilizam grupos Campagnolo, já que o fabricante italiano ainda não apresentou para o mercado seus freios a disco.

Além disso, existe uma séria limitação de orçamento para algumas equipes da categoria Pro Continental, que sempre participam como convidadas de competições com a chancela UCI WorldTour.


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