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Apesar de dois casos de doping, Katusha não perde licença


9 FEV, 2016     Gustavo Figueiredo    



De acordo com o artigo 7.12.1 da UCI, qualquer time com dois casos positivos de doping no período de um ano deve receber uma punição de expulsão de 15 a 45 dias de todas as competições com a chancela da entidade máxima do ciclismo. Com o recente caso de Luca Paolini, flagrado com Cocaína no último Tour de France e Eduard Vorganov, flagrado com um medicamento anti-isquemia na semana passada, este seria o caso da Katusha, que estava correndo o risco de ficar fora de provas importantes como Tour of Oman, Vuelta a Andalucía, Omloop Het Nieuwsblad, Kuurne-Brussel-Kuurne, Paris-Nice e Tirreno-Adriatico.

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Luca Paolini, flagrado com cocaína


Porém, de acordo com a Comissão Disciplinar, um braço separado da UCI que controla a liberação de licenças para as equipes, o caso de Paolini foi classificado como uso recreacional e sem a intenção de melhorar o desempenho do atleta. Por isso, punir a equipe seria um castigo desproporcional.

"Sobre o caso de Paolini, ficou decidido que o uso da cocaína não aconteceu com a intenção de influenciar o desempenho atlético e sim de forma recreacional. Neste contexto, aplicar a suspensão prescrita no artigo 7.12.1 seria um exagero", explicou um comunicado da Comissão. De acordo com o mesmo comunicado, ficou decidido que o objetivo da regra é punir equipes que não estejam comprometidas com o combate ao doping. Portanto, a regra não se aplicaria ao uso de drogas recreacionais por parte dos atletas.


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