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A história da Syncros, uma marca que já passou por altos e baixos

Conheça a Syncros, fabricante de componentes que, ao longo de seus 32 anos, já viveu de tudo um pouco


6 DEZ, 2018     Gustavo Figueiredo     3    



No final dos anos 1980 e início dos anos 1990, o moutain biking começada a amadurecer de forma mais definitiva. A era das "klunkers", bikes com pneus balão adaptadas pelos pioneiros do esporte para descidas em alta velocidade nos anos 1070 já era um passado que começava a ficar distante e as grandes marcas do mercado mundial já possuíam diversas modelos específicos para trilhas.

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Quem lembra?

Em 1986, na cidade canadense de Vancouver, nascia a Syncros, um dos primeiros fabricante de componentes de alta gama com foco em bicicletas fora de estrada. Em seus mais de 30 anos de vida, a marca passou por mares bastantes conturbados, indo do topo ao fundo do poço antes de se estabelecer como um dos mais respeitados fabricantes de componentes do mercado - confira essa história a seguir.

Inicio arrebatador


Anos 1990, a era do alumínio anodizado, das usinagens, tornos CNC e da explosão do MTB. Naquele tempo, as tecnologias começavam a amadurecer, distanciando-se cada vez mais do cenário de improvisação e adaptação que marcaram o surgimento do mountain biking. Porém, o esporte ainda era incipiente, com as grandes empresas de bicicleta tendo iniciado a produção em massa de MTBs menos de 10 anos.

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Sonho de consumo que marcou época
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Catálogo antigo da Syncros

Fundada em 1986 com o objetivo de criar componentes topo de gama, com projetos inteligentes e de alta tecnologia, a Syncros precisou de poucos anos para sair de uma garagem e construir uma ótima reputação, apresentando produtos que marcaram época. Para se ter ideia, o mecanismo de carrinho com micro-ajuste com dois parafusos tão comum hoje em dia popularizou-se com o canote Propost, criado pela Syncros ainda nos anos 1990.

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Anúncio cubos Syncros

Outros componentes da marca como suas pedivelas ocas com braços tubulares de cromo True Temper, parte central forjada para aumentar a rigidez e aranha em peça única também fizeram parte dos sonhos dos aficionados por muito anos. Isso para não falar em movimentos centrais com eixo de titânio, diversas opções de bar-end e cubos super leves específicos para cross-country ou downhill.

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Apesar disso, a empresa passou por dificuldades econômicas e acabou sendo vendida para a GT no fim dos anos de 1990. Em 1998, uma nova reviravolta aconteceu quando a GT foi comprada pela Questor Partners, conglomerado detentor da Schwinn.

Anos conturbados

Em 2001, depois que a Questor Partners decretou falência, sua divisão de bicicletas foi vendida para um grupo taiwanês chamado Pacific Cycle LLC, detentora de marcas como a Mongoose Bicycles. Ansiosos por capitalizar com o nome da Syncros, a Pacifc, conhecida por seus produtos populares de baixa gama, estampou o logo Syncros em diversos produtos OEM baratos, prejudicando bastante a imagem da marca.

Em 2002, para complicar ainda mais a situação, a Pacifc cometeu um erro e deixou de realizar um registro de posse da marca Syncros. Com isso, os direitos sobre o nome foram para em solo britânico - mais precisamente na Super Cycles, um fabricante de componentes de Nottingham. Após uma disputa de um ano, a Pacifc conseguiu rever os direitos sobre Syncros - pouco depois, em 2003, a empresa nascida no Canadá foi vendida para ninguém menos do que Tom Ritchey.

De volta aos bons tempos

Sob a tutela de uma das maiores lendas do esporte, a Syncros voltou a produzir componentes de qualidade mais elevada, com foco principalmente em Enduro, All-Mountain e Downhill. Componentes como garfos rígidos de carbono, pneus, canotes e outros já faziam parte do catálogo do fabricante. Porém, a virada definitiva aconteceu em 2012, com a Syncros foi comprada pela Scott, ganhando com isso ainda mais tecnologia e distribuição garantida em muitos outros mercados.

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Guidão Syncros Fraser iC SL Special Edition Nino Schurter

Antes da aquisição, a Syncros já equipava a maioria das bicicletas com mais curso da Scott, sendo que o fabricante suíço ainda apostava em componentes Ritchey nos modelos mais voltados ao XC. "A Scott mostrou interesse na marca e temos um bom relacionamento há anos. Desenvolvemos bem a marca mas queremos realmente focar nossos esforços na Ritchey", explicou Sean Coffey, gerente de relações públicas da Ritchey na época da aquisição.

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Guidão com mesa integrada Syncros RR1.0 Aero SL
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Para-lama Syncros Trail Fender

Mais do que revender os componentes Syncros utilizando sua grande cadeia de distribuição ao redor do mundo, Scott ainda ampliou o campo de atuação da Syncros, que agora desenvolve componentes de mountain biking e estrada, em diversas faixas de preço e utilizando materiais variados.

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Suporte de Computador Syncros XR
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Guidão Syncros FL1.0 SL T-BAR

Além de equipar boa parte da linha de bicicletas da Scott, a Syncros ainda revende seus produtos para o consumidor final. Diferente de seus primeiros anos, o fabricante hoje tem uma linha bastante completa, oferecendo diversos componentes e acessórios para diferentes modalidades do ciclismo. A marca equipa as bicicletas de equipes de ciclismo de estrada Mitchelton–Scott e também de Nino Schuter, multi campeão de MTB.

Alguns destaques da Syncros aqui no Pedal

Ao longo do último ano, apresentamos aqui no Pedal alguns produtos da Syncros que unem todas as características de desenvolvimento, tecnologia e integração que viraram marca registrada da Syncros.

-Suporte Matchbox Tailor Cage HV1.5
-Guidão Syncros FL1.0 SL T-BAR
-Para-lama Syncros Trail Fender
-Guidão com mesa integrada Syncros RR1.0 Aero SL
-Suporte de Computador Syncros XR
-Selim Syncros XR 1.5

Para mais informações, acesse o site oficial da Syncros.