O Brasil é tão grande, que às vezes esquecemos das outras inúmeras belezas que existem nele. Quem os diga a galera da EART. Um grupo do Pará que faz passeios prazerosos e totalmente diferentes dos demais ciclistas do país. Afinal, cada um pedala aonde quiser. Mas pedalar na floresta amazônica beirando as margens do rio mais famoso do mundo não tem preço.

Quem é EART?

EART (Equipe de Aventura Ratos de Trilha) - nascida em 2003 para participar de corridas de aventura, seus atletas passaram a se especializar em trilhas de bike, navegação, canoagem e técnicas verticais. No ano de 2005 lançaram o site http://www.eart.esp.br . Hoje com mais de 200 usuários registrados, tem sua imagem reconhecida em todos os ramos das modalidades de ciclismo e aventura na região Norte do país. Organiza quinzenalmente passeios em trilhas (diurnas e noturnas) nos municípios paraense; e todas as quartas-feiras a noite, realiza passeios pelas ruas de Belém.


Depois desta breve apresentação da equipe, vamos curtir mais uma das aventuras e passeios maravilhosos que eles costumam fazer. Desta vez o pedal foi Ilha de Cojitubá, na região da Baía do Guajará, local que o Rio Amazonas deságua . Quem nos conta é o nosso membro do fórum e um dos organizadores do passeio, Sérgio Baptista. Reparem as diferenças da escrita do norte, que contém a língua portuguesa mais correta do Brasil.


“Eis que a nossa aventura começa no domingo (18/03/07), na vila de Icoaraci – Belém-PA – vila esta que certamente nunca viu tantas bikes em seus pô-pô-pôs (barco nativo da região).

Após 86 bikes serem arrumadas em cima de dois barcos, (sendo um exclusivo para equipe EART), partimos pela Baía do Guarajá rumo a Ilha de Cotijubá – Belém-PA. Ilha esta que fica a 30 minutos do centro urbano de Belém e onde foi testemunha do recorde absoluto de bikes em uma trilha da EART (o anterior seria de 64 bikes). Neste caminho, que é sempre uma beleza à parte, por passarmos por diversas ilhas, e temos a visão de uma diversidade muito grande de fauna, flora e ribeirinhos (famílias que moram nas margens das ilhas). Essa é a mais típica característica amazônica. A Baia do Guajará e Marajó é a porta de entrada aos nossos rios e igarapés (pequenos braços de rios).

Chegando na vila de Cotijubá, e últimos ajustes feitos nas bikes, fizemos aquela tradicional roda para as últimas informações. A oração foi conduzida pelo nosso orador oficial Júlio Barbagelata, onde é sempre carregada de grandes emoções.

Um grande número de bikers iniciantes fez parte dessa trilha, pois com apenas 30km, não teriam grande “dificuldade”. Com um trecho no início bastante técnico, a grande maioria não arriscou-se e resolveu empurrar a bike pra evitar quebra de corrente (situação essa que é a mais recomendável), em alguns momentos a água chegou bem perto dos cubos. Nessa primeira parte a grande sensação mais uma vez foi a escada que desce pra praia.

Foi chegada a hora de adentramos na floresta, por cima estivas e passando em cima do mangue, mas como a maré estava cheia, não pudemos ver os caranguejos, mas aquela parte foi fantástica. Muito cuidado tivemos que ter, já que as tábuas estavam bastante lisas por ocasião das chuvas.

Pegamos o ramal principal de Cotijubá, mas logo entramos em um ramal secundário, que daria na parte mais esperada da trilha. Muita lama fizeram parte dessa etapa da trilha, onde pedalávamos por um singletrack em zig-zag. A técnica tinha que ser bastante apurada para não colocar os pés no chão. Passando essa parte alucinante, voltávamos mais uma vez para o lado sul da ilha. Com alguns pontos de areia fofa “pedalável”, seguimos pela orla em direção a praia do “Vai Quem Quer” (ela tem esse nome porque é a mais afastada da vila de Cotijuba, então vai quem quer!). Foram uns 5 quilômetros pela orla, com direito a vista da praia em baixo, e algumas falésias.

Ao chegar no Vai Quem Quer, a turma foi em busca das tradicionais barracas que oferecem aquele peixe frito da região e outras iguarias. Estava concretizada a 1ª parte da trilha.

Todos de energia restaurada, saímos de Vai Quem Quer por volta das 16:30h. Pegamos o ramal saindo da praia e fomos pela orla oposta da vinda. Muita lama por esse caminho, mas logo pegamos a praia, e mais adiante subimos novamente. Em um trecho tinha um barranco de uns 1.5mt, alguns arriscaram uns pulos, galera gostou a aplaudiu.

A volta foi bastante rápida, e logo chegamos na vila de Cotijubá. Pelo número de bikers nessa trilha, foi muito importante a manutenção dada pelos bikers, pois não houve quase quebras (apenas 2 pneus e 1 corrente).

O embarque das bikes demorou novamente, tinha que estar bem amarrado por causa da maré.

Esse foi mais um final de semana de trilha da EART, e mais um domingo de muita alegria e pedal maravilhoso pelas trilhas da ilha de Cotijubá, até a próxima.


Um pouco da história da Ilha de Cotijubá

A Ilha de Cotijubá é belíssima natural e socialmente. Repletas de lagos e igarapés, além de lindas praias, a ilha preserva muito da cultura dos índios Tupinambás. Na rotina dos ilhéus, observa-se o plantio de mandioca e macaxeira, entre outras hortaliças, a produção artesanal de farinha de mandioca, a pesca embarcada e de curral, a extração e consumo de açaí, prato indispensável na mesa do cotijubense, a produção de carvão, atividade que, ultimamente, vem sendo combatida pelo desmatamento que provoca, entre outras.

Na ilha vivem, aproximadamente, 5.000 pessoas. São pessoas simples e muito receptivas. O turismo acontece, ainda, timidamente.

Cotijubá possui uma infraestrutura rústica, com água retirada de poços artesianos e energia elétrica gerada por motores a diesel (fornecimento 24 horas por dia). Os estabelecimentos voltados ao turismo oferecem serviços simples.

Na ilha não há automóveis. O transporte acontece em charretes puxadas por cavalos, carroças puxadas por búfalos e bondinhos puxados por tratores agrícolas.”

Como chegar na Ilha?

O acesso à ilha de Cotijuba se dá por Belém. São 12km de águas que distanciam a ilha do continente. O turista tem que ir até o Porto de Icoaraci e comprar uma passagem – preços populares - R$3,00 por pessoa.
A viagem pela Baía do Guajará é muito tranquila e dura cerca de 45 minutos. Durante o percurso, pode-se avistar os principais pontos turísticos de Belém do Pará e a simplicidade das casas dos ribeirinhos que vivem nas ilhas de Paquetá e Jutubá.
Chegando na Ilha, o turista escolhe as opções de lazer e locais por onde quer visitar.

Total de pedalada: 30km
Total de participantes neste passeio: 86 bikers.

Agradecimentos especiais a Sérgio Batista, membro do fórum PEDAl.com.br e um dos organizadores do EART; Daniel Bahia e
Edson Arruda pelas fotos concedidas.


Fotos (30)

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4 ABR, 2007      Guiné     


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