O Latin X Games III aconteceu na praia do Leme, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

O Circo dos X-Games foi montado em plena areia com uma superestrutura trazendo os astros nacionais e internacionais que proporcionam o maior evento de esportes radicais do mundo.

Na edição Latino-americana, temos apenas três modalidades esportivas divididas em dois, por seus estilos:
1-Bike: Vertical (Vert) e Street (Park);
2-In Line: Vertical e Street;
3-Skate: Vertical e Street.

Fizemos um resumo de todos os dias para que você tenha o conhecimento de tudo que rolou nas BIKES.

- Quinta Feira: 06 de maio; conhecendo um pouco mais sobre o evento e a organização.

A credencial foi liberada para imprensa, diversos fotógrafos e equipes de filmagens já estavam presentes. Pudemos observar também que a segurança estava perfeita, dobrada em todo lugar: médicos e enfermeiras posicionados em todos os locais das pistas. Tudo bem organizado.

- Área dos pilotos

Frutas como bananas, tangerinas, maçãs e melancias; águas e refrigerantes chegavam a todo instante numa área reservada para os pilotos, que somente credenciados tinham acesso. Além de ser coberto, tinham sofás para descanso. Cada piloto tinha direito a "Kit refeição" que era composto com: um pão integral com saladas, sobremesa, bolachas salgadas, biscoitos doces e açaí. Um verdadeiro privilégio.

- HALF PIPE - VERT

Com um canyon e duas elevações em um dos cantos, o Half foi considerado perfeito pela maioria dos atletas. Mais difícil do que do ano passado de andar com 20 metros de extensão e 5 metros de altura, alguns atletas brasileiros tiveram dificuldades, usando somente 50% do PIPE. Isso comprometeu nos seus pontos finais pelo espaço oferecido. Nos treinos livres das bikes tivemos apresentações nada inovadoras.

Regras: Na preliminar o competidor completa duas corridas que devem ser de, no mínimo, 45 segundos e, no máximo, 60 segundos. Os dez melhores atletas da preliminar avançam paras finais, em que têm que completar suas corridas em ordem reserva do ranking. O melhor resultado vale para a final.

- PARK

A grande área do Park estava composta com: lombadas, quarter-pipe, Wedge ramps, corrimãos, caixotes, um transfer, “bowl” e outros obstáculos baseados no street. Essa pista foi considerada menos técnicas em comparação das americanas.

Regras: Na preliminar, cada competidor completa uma corrida que deve ter, pelos menos, 60 segundos e, no máximo, 75 segundos. Depois de um intervalo, cada atleta deve fazer mais uma corrida e a melhor das duas pontuações vale como preliminar. Os dez melhores são classificados para a final, em que têm completar duas corridas em ordem reserva do ranking. O melhor resultado vale para final.

- Sexta: 07 de maio; Bike Vert em ação.

Das 12h às 14h tivemos os treinos, os gringos chegaram com suas bikes cheias de tecnologias e novidades como os canotes Thomson. Pois é, quase todos os gringos usando o melhor canote de MTB do mundo. Contarei melhor nos bastidores. Seus aquecimentos não foram dos melhores, mas eficientes.

- 14h às 16h Preliminar

Tudo pronto, o momento mais esperado da sexta. As preliminares estavam começando pra valer. Dois grupos foram divididos. Os brasileiros estavam competindo com: inglês, australiano, argentino, alemão, canadense, mexicano e os temíveis americanos; tinha de tudo, os melhores estavam ali naquele momento.

O primeiro grupo apresentou-se duas vezes. Com manobras originais, radicais e de alto risco, mas nada de inovador.

O segundo grupo, a mesma coisa. Na medida que iriam se apresentando, as confirmações já estavam praticamente definidas. Os juízes não tiveram problemas para definir os finalistas.

Sábado: 08 de maio; final do Bike Vert.

- 15h às 16h Treino

Estava tudo definido para grande final, estavam lá os melhores de sexta fazendo os seus aquecimentos. Clayton Marcos com 80 pontos ficou na 10º colocação, Vanderlei Júnior (Juca Favela) em 9º com 80,25 e André Rossi Timoferzeras em 8º com 82,50. Esses três foram os nossos melhores brasileiros classificados. Que fizeram uma belíssima apresentação. Demonstrando porque são os melhores do Brasil. Do lado dos gringos, Dave Brumlow com 83,25; Achim Kujawski 84,00; Zach Shaw 85,75; Tom Stober 87,25; Jay Miron 87,75; Dennis McCoy 88,50 e Koji Kraft, o que mostrou mais agressividade nas preliminares com 90,00 pontos.

- 16h às 17h Finais

Antes do grande show, os dez finalistas foram apresentados para o público, um por um, digna de uma grande final. Arrepiando toda galera presente que delirava sem parar.

Os primeiros a descerem foram os "brazucas", fizeram suas apresentações convincentes, mas sem garantir presença no podium. Estão de parabéns todos que participaram. Andaram até melhor do que o americano Dave Brumlow, que não fez uma boa apresentação, caiu duas vezes.

Achim Kujawski da Hoffman Bikes e um dos organizadores dos X-Games europeu fez sua apresentação com grandes aéreos, mas simples. O compatriarca de Jamie Bestwick – atual campeão mundial e X de Ouro nos Global X-Games – Zach Shaw, fez uma belíssima apresentação redimindo-se da anterior, sua principal manobra foi um grande aéreo com uma passagem pelo canyon de “L – UP” com “no foot”. Xinguei todo mundo, mas isso é o nome da manobra. O próximo a descer foi Tom Stober da Schwinn, o homem bomba como foi apelidado por muitos. Na sua primeira volta ele tentou um “Flair no hand” (back-flip com 180º sem as mãos), sem sucesso. Na sua segunda apresentação ele fez a mesma linha da primeira acertando todas as manobras. Além do duplo “Tail wip”. Mas quando fez uma manobra simples ele caiu, comprometendo seus pontos.

Logo após, Jay Miron desceu com sua maestria, sua primeira volta foi muito boa, mas não convincente para os juízes. Ele precisava pontuar mais. Foi quando ele parou no “cop” do half faltando 20 segundos, tirou seus óculos escuros e pediu apoio ao público que não parava de gritar e mostrar os diversos cartazes: “JAY 540 tail wip”, “540 Tail wip”; a manobra que leva a sua assinatura, que foi criada quando ele ainda competia pela GT, mas só conseguiu completar na Schwinn – hoje ele compete para sua própria marca, Mac Neil. Um dos momentos mais esperados e espetaculares estava por acontecer... Depois de descer, pegar velocidade, altura e concentração, ele fez a tal manobra. Perfeita! Deixando o público vibrar euforicamente como se fosse um gol em final de campeonato e conseguindo derramar lágrimas da nossa querida amiga Renata Falzoni. Uma das manobras mais difíceis e lindas de se ver estava sendo apresentada para o Brasil. Foi de arrepiar.

Com esta belíssima apresentação e pressão, Dennis McCoy, que era o próximo a descer, tinha que fazer alguma manobra especial. Assim como Jay, ele tem sua manobra que leva a sua assinatura, os 900º. Muitos cogitaram que ele tentaria. Mas disse que não iria fazer. Dirigiu-se mais uma vez até a parte mais alta do half, cop do canyon. Concentrou-se e desceu. Para os juízes ele mandou o aéreo mais alto dos X-Games. Assim como um belíssimo “Flair”, “Abubaka”, “Double bar spin” e manobras totalmente diferentes dos seus rivais ele encerrou sua volta.

Faltava o melhor biker de sexta, o favorito a levar o ouro, Koji Kraft, o mais carismático pelo público e atletas. Com um estilo agressivo e bem diferente ele desceu para definir e a segurar sua primeira colocação que estava sendo ameaçada por seus amigos concorrentes. Sua volta anterior não foi muito boa, tinha caído. Então Koji desceu com bastante velocidade e começou a sua apresentação. Suas manobras bases eram altíssimos “L – UP” com “look back” e Look Down” com velocidade. Sua principal especialidade. Numa tentativa de “Duplo Bar Spin” ele caiu, deixando-lhe nervoso e sem chances de uma boa pontuação.

Ficou para os juízes a definição. O nível técnico desta final foi uma das melhores de todos os X-Games, segundo os próprios pilotos. Estava indefinido que levaria. Cada um presente tinha seu ídolo como campeão.

Depois de muita espera, saiu a classificação.
Por causa de 0.25 Jay Miron não conseguiu levar o Ouro de Dennis McCoy que mesmo seus 37 anos demonstrou que ainda estar em forma, alcançando a marca de 93.75. E A grande surpresa ficou com a medalha de bronze, Zach Shaw com 91,75.

Em breve, bike park

Guiné


Fotos (35)

foto 0 - Jay Mironfoto 1 - Tom Stoberfoto 2 - Tom Stoberfoto 3 - Tom Stoberfoto 4 - Zach Shaw
foto 0 - Dennis McCoyfoto 1 - Koji Kraftfoto 2 - Zach Shawfoto 3 - foto 4 - Tom Stober
foto 0 - Zach Shawfoto 1 - Dennis McCoyfoto 2 - Jay Mironfoto 3 - Tom Stoberfoto 4 - Tom Stober
foto 0 - Tom Stoberfoto 1 - Achim Kujawskifoto 2 - Achim Kujawskifoto 3 - Zach Shawfoto 4 - Tom Stober
foto 0 - Jay Mironfoto 1 - Tom Stoberfoto 2 - Koji Kraftfoto 3 - Dennis McCoyfoto 4 - Zach Shaw
foto 0 - André Rossi Timorfezerasfoto 1 - Koji Kraftfoto 2 - Koji Kraftfoto 3 - Koji Kraftfoto 4 -
foto 0 - foto 1 - Juca Favelafoto 2 - foto 3 - foto 4 -

10 MAI, 2004      Pedro Cury     


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