O movimento central é simplesmente o eixo no qual os braços do pedivela são presos. Um eixo de aço apoiado sobre rolamentos. Apesar de não parecer um componente muito crítico, é uma peça que precisa suportar muito desgaste, pois além dela ser responsável pelo giro do pedal, ela também recebe os impactos do terreno, tendo ainda muito do peso do ciclista apoiado sobre ela. Isto se torna crítico nas modalidades mais radicas como o downhill, o freeride e o trial, onde o impacto é sempre muito grande e os pilotos ficam boa parte do tempo em pé, com bastante peso sobre o eixo.

Com a evolução dessas modalidades mais extremas, este componente começou a se transformar em um problema. Bikes extremamente fortes, pistas cada vez mais exigentes e pilotos mais ousados surgiram, e cada vez mais eixo iam quebrando. Além do problema de ter que repor a peças e acabar perdendo uma competição, esses eixos quando quebram muitas vezes acabaram por ferir os ciclistas. Uma dessas trágicas experiencias está relatada neste artigo: http://www.pedal.com.br/exibe_texto.asp?id=201

A partir da necessidade de um eixo mais forte, outros padrões foram surgindo. Confira parte de sua evolução:


Eixo Quadrado (square)

É o design mais popular que durou por anos! É um eixo de aço (as vezes de titânio) quadrado, que encaixa diretamente no pedivela, sendo este preso por um parafuso que entra de frente para o eixo. Cada lado é preso com o parafuso e de forma independente do outro. Esse tipo de encaixe é usado por todas as marcas no mountain biking, porém existem tamanhos de eixo diferentes, o que acabou por gerar alguma confusão. Apesar de qualquer pedivela encaixar com qualquer eixo, usar uma medida errada do eixo pode gerar problemas no chainline (direção em que a corrente precisa ficar alinhada entre os peões e as coroas). Algumas medidas servem para mountain biking, outras para speed, e ainda assim podiam depender do quadro e do pedivela.

Essa incompatibilidade de tamanhos é facilmente resolvida trocando a peça, mas o ponto fraco desse sistema é que ele é fraco para os rigores do mountain biking atual (eixo de 17mm). Não foram raros os casos de quebra do eixo, transformando-o em um pedaço de metal cortante e ferindo seriamente alguns ciclistas. Além disso, com o tempo, se não fosse mantido um bom aperto entre o pedivela e o eixo, o pedivela acabava tendo um desgaste que poderia torná-lo inutilizável (o encaixe quadrado ia ficando redondo e girava em falso).


Octalink (Padrão Shimano)

Este é um sistema que foi criado exclusivamente pela Shimano para resolver os problemas causados pelo design quadrado. Este eixo tem tamanho padrão e é circular com "ranhuras" onde o braço do pedivela se encaixa. Pelo próprio design circular, é mais forte, e de qualquer forma o diâmetro do eixo também é maior, com 22mm. O Octalink acabou sendo criado na versao 1 e 2 (Octalink v1 e v2), criando assim alguma confusão. O sistema é protegido por patentes da Shimano e para fugir disso, foi criado o sistema ISIS. Porém, alguns outros fabricantes produzem pedivela e centrais no modelo Octalink. O sistema apesar de mais inteligente, tem um defeito: o eixo tem um diâmetro maior para maior resistência, conseguentemente os rolamentos precisam ser menores, e por isso possuem uma menor durabilidade. Porém, seu design ameniza o problema de resistência e acaba com o problema de compatibilidade de tamanhos. Com ele não é mais preciso se preocupar em comprar um eixo do tamanho certo, pois todos são iguais.

ISIS

International Splined Interface System - É um sistema de patente aberta, semelhante ao octalink, com um eixo circular e também padrão. Foi criado pelo King Cycle Group, Truvativ e Race Face como uma resposta ao Octalink da Shimano. Eles criaram esse sistema para fugir da patente da Shimano, permitindo que todos os fabricantes pudessem ter diferentes marcas disponíveis. Porém, o ISIS não é compatível com o octalink. Ou seja, apenas braços ISIS encaixam em eixos ISIS. O sistema tem o mesmo diametro do octalink (22mm) e foi amplamente aceito, mas tem também o mesmo defeito do anterior (os rolamentos menores duram pouco).

Nesse sistema, existem tamanhos de eixos diferentes, mas apenas 3 tamanhos e com diferenças bem definidas: 108mm para pedivela duplo de speed, 113mm para mountain bike e 118mm para pedivela triplo de speed. Sendo assim, fica difícil causar confusão.


Rolamentos Externos (Hollowtech 2, X-Type, MegaExo)

Para resolver o problema dos dois designs anteriores, foi "desenterrado" o sistema de rolamentos externos. Esse sistema é semelhante ao sistema de caixa de direção aheadset. Ou seja, os rolamentos ficam presos por fora do quadro. Já tinha sido usado há muito tempo atrás por marcas sem muita expressão e por motivos diferentes. Esse sistema parece a solução para resolver os problemas de resistencia e durabilidade. No pequeno espaço que o quadro possui para o movimento central, o design dessas peças precisava ter eixos mais finos e rolamentos mais robustos ou eixos mais robustos e rolamentos menores, causando os problemas citados anteriormete. Agora é possível colocar os rolamentos por fora e ter um eixo ainda maior.

Além disso, esse sistema permite o intercambio de componentes. É possível usar um pedivela Shimano em um central RaceFace (pelo menos até a presente data!). Na verdade, o movimento central é apenas uma peça oca de plástico, o eixo mesmo fica apoiado nos rolamentos. O eixo de metal é integrado no braço direito do pedivela e este eixo possui os encaixes (ranhuras) onde o outro braço entra. Diferente dos outros modelos, o braço do pedivela é preso com parafusos laterais e não um parafuso de frente para o eixo (este não é quem prende o braço). Esse sistema resolve os problemas dos modelos anteriores é é mais leve. Provavelmente será o modelo adotado daqui pra frente, devido as suas excelentes caractísticas. A outra solução restante seria aumentar o diametro padrão do eixo central dos quadros, mas isso é muito mais difícil e improvável que aconteça! Mais uma vantagem desse sistema é que é possível usar rolamentos de tamanho padrão, ficando mais barato para os fabricantes.

Esta tecnologia, veio e tem o mesmo princípio do pedivela de BMX chamado de três peças, onde o eixo tem ranhuras e é abraçado pelos braços externamente. A diferença é que os rolamentos ficam dentro da caixa do movimento central do quadro (que tem o diamêtro maior e não sofre com os problemas de resistencia e durabilidade).


ISIS Howitzer (Padrão Truvativ)

Assim como a Shimano criou o padrão Octalink, a Truvativ também criou uma evolução do sistema ISIS, especialmente para sua linha de pedivelas Howitzer. A diferença nesse padrão é que o eixo é mais grosso e tem encaixe diferente dos ISIS tradicionais. O movimento central também é diferente, sendo externo ao quadro para serem usados rolamentos maiores.

A diferença desse sistema para o sistema de rolamentos externos apresentado anteriormente é que o eixo do pedivela não é integrado, ou seja, continua no movimento central o que aumenta o peso.


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Pedro Cury


9 SEP, 2006      Pedro Cury     


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