Depois da 1ª parte sobre as bikes aro 29, diversos ciclistas e lojistas entraram em contato conosco. Todos querendo saber mais.
Um e-mail nos chamou mais atenção, relatando o assunto. Fizemos questão de expor um autêntico relato. Espero que vocês curtam.
"Meu nome é Marcelo Torres, tenho 42 anos e pratico Mountain Bike aproximadamente cinco anos. Pratiquei diversos esportes e pertenci à seleção brasileira de tiro olímpico.
Contudo foi com o Mountain Biking que encontrei minha realização como desportista. Apesar de ter tido poucos resultados significantes nas provas que participei, continuo procurando aprimorar meu desempenho e conhecimento sobre o esporte.
Os anos de prática no tiro me ensinaram que adequação do equipamento ao atleta é fundamental para se atingir bons resultados. O que observo no Mountain Biking é que esta adequação é inversa, ou seja, o atleta é quem se adapta ao equipamento. Com esta ordem inversa, nunca entendi como os atletas altos podem competir com uma bicicleta praticamente igual à de um atleta baixo. É claro que existem diferenças nas configurações, porém pouco significativas.
Você aumenta uma ou duas polegadas no quadro, na mesa, no pedivela, e pronto. Contudo as diferenças de biótipos de atletas que existem são enormes. Raciocine de forma inversa: imagine quanto de desempenho um atleta mediano para baixo perderá mudando a configuração da sua bike de aro 26 para aro 24.
O aro 29 alisa o terreno, tornando os obstáculos mais fáceis de transpor. Um atleta alto tem o seu centro gravitacional mais elevado, portanto mais difícil de trabalhar do que um atleta mediano ou baixo. Contudo não acredito que um atleta abaixo de 1,80 m tenha as mesmas impressões que eu. Esta bike só favorece quem tem as pernas compridas.
Adquiri uma Paragon da Gary Fisher modelo 2006 (igual a do site da Gary Fisher) com o representante da Trek, em Brasília. É uma bike que pesa 12,5 kg (original), bem diferente da minha antiga Scott Team Issue que pesava 9,5 kg, porém bem mais adequada ao meu perfil.
Quanto a desempenho é importante salientar que existem também algumas desvantagens. Ela não se adequa a todo tipo de prova. O aro 29 é muito bom em maratona, mas se travar o circuito, fica complicado para trabalhar com o rodão, pois ele não te dá agilidade. Agora, se pegar estradão... É só dar tchau... A magrela voa baixo.
Quanto ao peso ela pode melhorar, apesar de ter excelentes componentes, mas o fato é que o pneu tem borracha que não acaba mais. É muito grande!! Outro problema é que o representante não garante peças de reposição. Mas mesmo assim vale a pena. A gente sempre dá um jeito.
Mesmo que o desempenho não melhore, o prazer de pilotar uma bike com este perfil é muito grande. Não pretendo mais voltar para o aro 26, afinal acabei adquirindo muito mais confiança na minha pilotagem."
Um abraço!
Marcelo Fernandes Torres
Valeu Marcelo pela sua colaboração. Nós do PEDAL agradecemos.
Parabéns!
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